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PÔQUER, O JOGO


PÔQUER, O JOGO
por Virgínia Lima

A substancia real do pôquer não são as cartas, mas o dinheiro. Seu espírito é o blefe; seu supremo objetivo, a indução de uma aposta contra uma mão “imortal”. Desta forma, o pôquer é um jogo de estratégias em que as cartas, com hierarquia e valor estabelecidos, são os instrumentos. A distribuição aleatória, ao sabor da sorte no ato de dar as cartas, só conhecida de forma fragmentada pelos seus respectivos detentores, cria a situação incerta a partir da qual se desenrolarão os lances.

O dinheiro exerce a disciplina do valor real. A estratégia do blefe eleva o pôquer a um alto plano de conflito. E o ato de ganhar uma aposta é a realização do objetivo supremo do jogo, o triunfo reconhecido sobre um adversário.


Este jogo de cartas pode ser apreendido em livros, mas geralmente é na pratica que se aprende, com velhos e experientes jogadores e a custa de muitos cacifes. O jogo é mais difícil de ser descrito, em seus aspectos mais íntimos, do que se ser jogado, o que se evidencia pelo fato se ser aprendido naturalmente e com dose considerável de sutileza por homens de todas as classes e idades.

Foi transmitido, com algumas variações, de jogadores para jogadores de pôquer, desde sua criação em Nova Orleans, há mais de um século. Durante os seus primeiros 50 anos, foi jogado nos Estados Unidos sem qualquer codificação; os jogadores meramente sincronizavam seus hábitos, como ainda hoje fazem, antes do inicio das partidas.

Embora muitos livros sobre pôquer tenham sido escritos para corrigir essa situação, ainda não existe um “Hoyle” universalmente aceito para o pôquer, como existe para o bridge. E, no entanto, o jogo básico é universalmente conhecido.

O conhecimento de probabilidades matemáticas não fará de ninguém um bom jogador de pôquer, mas seu total descaso em relação a essas probabilidades faz com que qualquer um seja um mau jogador.

Todo jogador tem consciência de que é preferível não pedir cartas se já tiver na mão um straight flush (cinco cartas do mesmo naipe em seqüência); entretanto, poucos serão capazes de resistir a pedir cartas para tentar melhorar um straight de pontas abertas, o que geralmente é desaconselhável, uma vez que a probabilidade de melhorar essa mão é de apenas oito em 47 e, mesmo que o consiga, um de seus adversários pode ter feito um jogo melhor.

Entretanto, os jogadores anônimos do pôquer eram dotados de uma intuição matemática por meio da qual fixaram a hierarquia ou o valor das mãos. Todo o pôquer salvo as partidas irregulares, é jogado dentro de uma estrutura finita de 2.598.960 jogos ou mãos, dispostas numa ordem que corresponde à seguinte freqüência e probabilidade teórica de ocorrência:

Straight Flush - 40 - Ou uma vez em 64.974 mãos
Four (ou quadra) - 624 - Ou uma vez em 4.165 mãos
Full house ou Full hand (uma trinca e 1 par) - 3.744 - Ou uma vez em 694 mãos
Flush - 5.108 - Ou uma vez em 509 mãos
Straight (ou seqüência) - 10.200 - Ou uma vez em 256 mãos
Trinca (três cartas do mesmo valor) - 54.912 - Ou uma vez em 48 mãos
Dois pares - 123.552 - Ou uma vez em 21 mãos
Um par - 1.098.240 - Ou uma vez em 2,5 mãos
Outras mãos - 1.302.540 - Ou uma vez em 2 mãos
TOTAL - 2.598.960


Todos os cálculos relativos ao pôquer devem começar com esse esquema fundamental. Muitos cálculos de probabilidade são usados no pôquer, mas é raro o jogador que tenta calcular com muita precisão. Conseguir avaliar a variação em geral é suficiente para a ocasião, visto que o jogo é rápido e a probabilidade relativa ás cartas é apenas um dos numerosos cálculos envolvidos.

Todas as variedades de pôquer adotam uma das duas formas básicas: fechado ou aberto. Isto é, ou dá-se ao jogador a oportunidade de melhorar sua mão inicial descartando e recebendo novas cartas, ou ele terá de jogar com a mão original.

Os cinco movimentos essenciais do pôquer fechado, “pingar”, distribuir, apostar antes de pedir cartas, ou desistir da rodada, descartar e receber cartas, para apostar de novo depois de recebê-las, conferem ao pôquer uma complexidade especial. Como o recebimento de cartas coloca mais cartas em jogo, as mãos correm freqüentemente toda a gama de valores e proporcionam um jogo espetacular.

A variação dos montantes de aposta surgiu no final do século XIX e, de acordo com uma certa versão, desenvolveu-se em conseqüência de um prolongado jogo de pôquer fechado de um grupo de jogadores de Toledo, Ohio, em 1870. Os jogadores tinham começado tão cautelosos, a ponto de nunca abrirem com menos de dois valetes. Em seguida, criaram a regra de que somente dois valetes ou cartas mais altas poderiam abrir o jogo, e acrescentaram que um “pingo” tinha de ser feito antes por todos os jogadores.

Assim, se aquele que abria com dois valetes não conseguisse entrar numa aposta, tinha a consolação de arrecadar a quantia considerável formada pelos “pingos” iniciais. Essa modalidade é mais movimentada do que o pôquer fechado comum. Com um jogo de cartas demasiado baixas para entrar na rodada, um jogador pode perder muito dinheiro nos “pingos”. E, quando há várias distribuições de cartas sem haver quem esteja em condições de abrir o jogo, o “monte” cresce em tais proporções que se torna aconselhável abrir uma rodada prolongada em que os jogadores se desfazem de quaisquer cartas. Os jogadores rigorosos abstêm-se desse jogo, porem, nos velhos tempos costumava-se jogá-lo esporadicamente como concessão aos jogadores mais tolerantes.

O pôquer aberto é rápido, rigoroso e quase puramente estratégico. Com uma carta voltada para baixo e quatro abertas, o elemento desconhecido na mão de cada jogador constitui um mínimo e cada rodada de cartas abertas produz uma série de claras e simples probabilidades de correlação, deixando o jogo verdadeiro para as representações feitas pelos jogadores.

Esse jogo de excelente urdidura originou-se, segundo uma antiga fonte, entre os negros de Nova Orleans, não muito antes de terem criado a outra grande invenção americana, a musica de jazz, e é jogado de modo restrito no que se refere ao numero de jogos possíveis. Raramente indo além de dois pares ou de uma trinca, entra-se no jogo em geral com carta alta ou um único par; e quando há muitos jogadores, muitos deles saem antes mesmo de terem obtido uma mão completa de cinco cartas, este é o jogo para aqueles que gostam de um pôquer claro e perfeito.

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